04 ago

No estudo Whitehall II, ao mesmo tempo em que perguntamos sobre a renda familiar,

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pedimos aos participantes que estimassem a riqueza
da família. Assim como na renda familiar, isso também estava
relacionado positivamente à saúde relatada (alta riqueza, melhor
saúde) e negativamente à depressão (alta riqueza, menos
depressão). Assim como na renda, isso poderia ter sido um reflexo do
fato de que funcionários públicos de alto status têm mais riqueza do
que seus colegas de baixo status. Portanto, pode ser um achado falso,
como parecia provável no caso de renda. Ao contrário das
descobertas com renda, no entanto, quando tentamos fazer essa
descoberta desaparecer “ajustando” a correlação entre grau de
emprego e riqueza, grau e riqueza continuaram a prever problemas de
saúde e depressão.
Entre as várias interpretações possíveis desse achado, vale a pena
mencionar três (excluindo, no momento, a possibilidade de problemas
de saúde levarem a uma menor riqueza familiar). Primeiro, a riqueza
pode trazer benefícios psicossociais. Em Whitehall II, por exemplo, a
riqueza estava correlacionada com otimismo e um senso de controle
sobre eventos futuros. Nesse cenário, a riqueza pode ser causal,
desde que os benefícios psicossociais estejam diretamente
relacionados ao grau de riqueza. Segundo, a riqueza pode estar
refletindo o acúmulo de vantagens e desvantagens ao longo da vida. A
riqueza por si só pode ou não ser o problema, mas reflete uma vida
inteira de experiências diferentes, boas e ruins, que podem afetar a
saúde. Terceiro, a riqueza pode estar simplesmente agindo como um
marcador para outras dimensões não medidas da posição
socioeconômica.